segunda-feira, 21 de junho de 2010

Entrevista com o Vampiro


Quem ainda não viu este filme? Um filme que conseguiu juntar três grandes atores, e que mostra que os vampiros realmente tem consciência, fato que não existiam em outros filmes da época sobre o tema. É claro que isto só poderia sair do imaginário de uma grande escritora como Anne Rice.
Lembro que eu tinha uns 6 anos quando assisti este filme pela primeira vez, e foi onde despertou meu interesse por vampiros. Ganhei o livro de minha namorada este ano e terminei de lê-lo semana passada, e cabe ressaltar que este livro é bem melhor que o filme!

Veja o trailer do filme


Por hoje é só e espero que tenham gostado do post, uma ótima semana a todos. E não esqueçam de participar de nossa comunidade no orkut! http://www.orkut.com.br/Main#Community?rl=cpp&cmm=99961203



Postado por Diego Zeferino (twitter: zeferinodiego)

domingo, 20 de junho de 2010

O canto do beija-flor

Parece triste,
a rosa branca.

Não foi molhada pela chuva
que prometeu cair,
nas últimas horas.

O sol embassado
e o mormaço
foram a sua companhia.

Teve a noite,
teve o dia,
e seu amor não chegou.

Não chegou,
para gotejar sobre ti,
palavras de amor.

Vestiu-se de branco a rosa,
um branco tão branco
com rosto de paz.

Seu pólen amarelo,
singelo
atraiu o beija-flor,
que num vôo leve
admirou sua cor.

Cantou o beija-flor,
não há nada mais bonito,
que o amor proibido
escondido nessa flor.
O canto do beija-flor...

Jairo Matos

sábado, 19 de junho de 2010

Livro indaga por que os videogames importam

Os videogames quase dominaram a vida de Tom Bissell, arremessando-o a um surto de jogar Grand Theft Auto e cheirar cocaína que durou meses. Mas, como todo bom escritor, ele pelo menos tirou um livro de suas experiências e talvez uma virada em sua carreira.O livro de Bissell, "Extra Lives: Why Video Games Matter", saiu este mês pela Pantheon, uma editora do grupo Random House, e combina uma visão crítica dos videogames como forma de arte, comentário social e memórias pessoais. As pesquisas dele o levaram a mergulhar tão fundo no mundo dos videogames de jogá-los a conversar com alguns dos principais criadores mundiais de jogos que o próximo trabalho em sua carreira será roteirizar um jogo. Bissell, conhecido por livros de viagens cabeça e exóticos, espera que outros escritores literários sigam seu exemplo. O currículo passado de Bissell não indicava que seu futuro poderia envolver os videogames. Ele é autor de um livro de contos, "God Lives in St. Petersburg", de um livro de viagem sobre a guerra do Vietnã e seu pai, "The Father of All Things", e de um livro sobre o Uzbequistão e a Quirguízia chamado "Chasing the Sea". Mas ele se apaixonou pelos videogames e decidiu escrever sobre os motivos para que devam ser considerados uma forma tão significativa quanto outros suportes estabelecidos da cultura pop, como livros e filmes.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Androginia nas Artes

De acordo com as descrições feitas nos diálogos de O Banquete, do filósofo grego Platão (428-348 ou 427-347 a.C.) andróginos (do grego andrós, aquele que fecunda, o macho, o homem viril; e guynaikós, mulher, fêmea), são seres esféricos que possuem os dois sexos ao mesmo tempo, quatro mãos, quatro pernas e duas faces idênticas e opostas. Fortes, eles tentam transpassar o Olimpo, montanha sagrada onde moram os deuses gregos, e assumir o poder. Diante da ameaça, Zeus, senhor dos céus, corta os andróginos ao meio. Criando, e enfraquecendo, o homem e a mulher e condenando-os a buscar a outra metade para, assim, curar a angustiada e ferida natureza humana.

À parte a lenda, a imagem do andrógino sempre esteve presente no mundo das artes. Seja por motivos políticos, sociais ou simplesmente estéticos, o gênero perpetuou e ressaltou a beleza das características opostas quando fundidas.

Morre o escritor português José Saramago aos 87 anos


Morreu na madrugada desta sexta-feira (18) o escritor português e prêmio Nobel de literatura José Saramago, aos 87 anos, em Tías, Lanzarote, Espanha.

José de Sousa Saramago nasceu na aldeia portuguesa de Azinhaga, província de Ribatejo, no dia 16 de novembro de 1922, embora no registro oficial conste o dia 18. Filho dos camponeses sem terra José de Sousa e Maria da Piedade, mudou-se para Lisboa aos 2 anos, onde viveu grande parte de sua vida.

O escritor deveria ter sido registrado com o mesmo nome do pai, mas o tabelião acrescentou o apelido pelo qual o chefe da família era conhecido na aldeia, Saramago, que também dá nome a uma planta que serve de alimento para os pobres em tempos difíceis.

Saramago concluiu os estudos secundários em uma escola técnica, mas não pode cursar a universidade por dificuldades financeiras. Sua primeira experiência profissional foi como mecânico. Fascinado pela literatura desde jovem, visitava com grande freqüência a Biblioteca Municipal Central Palácio Galveias, na capital portuguesa. Foi só aos 19 anos, com dinheiro emprestado de um amigo, que conseguiu comprar pela primeira vez um livro.

Além de mecânico, o escritor português trabalhou como desenhista, funcionário público, editor, tradutor e jornalista. Durante doze anos, foi funcionário de uma editora, onde ocupou os cargos de diretor literário e de produção.

Publicou o seu primeiro romance, Terra do Pecado, em 1947. Em 1955, começou a fazer traduções de autores como Hegel, Tolstói e Baudelaire para aumentar os rendimentos. Seu próximo livro, Clarabóia, foi rejeitado pela editora e permanece inédito até hoje.

O escritor só publicaria um novo livro, Os Poemas Possíveis, (1966), dezenove anos depois do primeiro. Entre 1972 e 1973, foi comentarista político do Diário de Lisboa, coordenando durante alguns meses o suplemento cultural do jornal. Em um espaço de cinco anos, publicou sem grande repercussão mais dois livros de poesia, Provavelmente Alegria (1970) e O Ano de 1993 (1975).

O escritor fez parte da primeira diretoria da Associação Portuguesa de Escritores. Entre abril e novembro de 1975 foi diretor-adjunto do Diário de Notícias, quando os militares portugueses, reagindo ao que consideravam os excessos da Revolução dos Cravos, demitiram diversos funcionários. A partir de 1976, o escritor português passou a viver exclusivamente de seu trabalho literário.

No ano seguinte, o autor voltou a escrever romances, gênero que o tornou mundialmente conhecido. A partir desta época, sua produção literária cresce consideravelmente, mas é em 1980 que Saramago dá uma grande guinada em sua produção literária, com a publicação de Levantado do Chão.

Segundo diversos críticos, a obra marca o início do estilo que o consagrou, destacado por frases e períodos extensos, que as vezes ocupam mais de uma página e são pontuados de maneira anti-convencional. Os diálogos entre os personagens costumam aparecer inseridos nos próprios parágrafos que os antecedem, de forma a extinguir o uso de travessões em seus livros.

Com a censura do governo português à apresentação do livro O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991) para o Prêmio Literário Europeu sob alegação de que a obra ofendia os católicos, o escritor mudou-se para a ilha de Lanzarte, nas Canárias.

Em 1993, Saramago começou a escrever um diário, Cadernos de Lanzarote, em cinco volumes. Dois anos depois, publicou o romance O Ensaio Sobre a Cegueira, que será transformado em filme em 2008, com direção assinada por Fernando Meirelles.

No mesmo ano em que publicou Ensaio Sobre a Cegueira, recebeu o prêmio Camões e em 1998, foi laureado com o prêmio Nobel de literatura, o primeiro dado a um escritor de língua portuguesa.

"Estava no aeroporto prestes a embarcar quando chegou a notícia de que tinha ganho o Prêmio Nobel. Houve um momento de alegria, os meus editores de Madrid, que estavam comigo, abraçaram-me. Depois encaminhei-me na direção da saída e, por mais estranho que pareça, era um corredor muito comprido e deserto. Eu com a minha malinha de mão, com a minha gabardina no braço, passei de repente da alegria enormíssima da notícia que tinha recebido, para a solidão mais completa. Naquele momento a sensação que tive, claro que eu dava por mim numa grande alegria, era uma espécie de serenidade: pronto aconteceu", afirmou o escritor sobre o prêmio.

Considerado por especialistas um mestre no tratamento da língua portuguesa, em 2003 o escritor português foi considerado pelo crítico norte-americano Harold Bloom como o mais talentoso romancista vivo. Seus livros foram traduzidos para mais de vinte línguas, como sueco, romeno e húngaro.

Comunista ferrenho, Saramago teve sua carreira pontuada por polêmicas causadas por suas opiniões sobre religião, terrorismo e conflitos. Em entrevista ao jornal O Globo, Saramago criticou a posição de Israel no conflito contra os palestinos, afirmando que "os judeus não merecem a simpatia pelo sofrimento por que passaram durante o Holocausto".

A Anti-Defamation League (ADL), um grupo judaico que defende direitos civis, caracterizou estes comentários como sendo anti-semitas.

O ano de 2004 destaca-se pela publicação de Ensaio Sobre a Lucidez. No ano seguinte, Saramago escreveu As Intermitências da Morte, em que divaga sobre a vida, a morte, o amor e o sentido, ou a falta dele, da nossa existência, fazendo uma crítica a socidedade moderna.

Em 2007, o Nobel de literatura anunciou que pretendia criar uma fundação com o seu nome cujo objetivo é preservar e estudar sua obra literária e espólio e ainda tomar partido em grandes e pequenas causas.

Família
Saramago casou-se pela primeira vez em 1944 com Ilda Reis, com quem teve uma filha, Violante, que nasceu em 1947. O escritor permaneceu casado com Ilda por 26 anos.

Após se divorciar, em 1970, iniciou um relacionamento com a escritora portuguesa Isabel da Nóbrega, que duraria até 1986.

Em 1988, o prêmio Nobel de Literatura casou-se novamente com a jornalista e tradutora espanhola María Del Pilar Del Río Sánchez, com quem permaneceu até a sua morte.

Obras publicadas

Poesia
Os Poemas Possíveis, 1966
Provavelmente Alegria, 1970
O Ano de 1993, 1975

Crônica
Deste Mundo e do Outro, 1971
A Bagagem do Viajante, 1973
As Opiniões que o DL Teve, 1974
Os Apontamentos, 1976

Viagens a Portugal, 1981

Diários
Cadernos de Lanzarote I, 1994
Cadernos de Lanzarote II, 1995
Cadernos de Lanzarote III, 1996
Cadernos de Lanzarote IV
Cadernos de Lanzarote V

Teatro
A Noite, 1979
Que Farei Com Este Livro?, 1980
A Segunda Vida de Francisco de Assis, 1987
In Nomine Dei, 1993
Don Giovanni ou O Dissoluto Absolvido, 2005

Conto
Objeto Quase, 1978
Poética dos Cinco Sentidos - O Ouvido, 1979
O Conto da Ilha Desconhecida, 1997

Romance
Terra do Pecado, 1947
Manual de Pintura e Caligrafia, 1977
Levantado do Chão, 1980
Memorial do Convento, 1982
O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1984
A Jangada de Pedra, 1986
História do Cerco de Lisboa, 1989
O Evangelho Segundo Jesus Cristo, 1991
Ensaio sobre a Cegueira, 1995
A Bagagem do Viajante, 1996
Todos os Nomes, 1997
A Caverna, 2000
O Homem Duplicado, 2002
Ensaio Sobre a Lucidez, 2004
As Intermitências da Morte, 2005
As Pequenas Memórias, 2006
A Viagem do Elefante, 2008
Caim, 2009

Prêmios
Portugal
Prêmio da Associação de Críticos Portugueses por A Noite, 1979
Prêmio Cidade de Lisboa por Levantado do Chão, 1980
Prêmio PEN Clube Português por Memorial do Convento, 1982 e O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1984
Prêmio Literário Município de Lisboa por Memorial do Convento, 1982
Prêmio da Crítica (Associação Portuguesa de Críticos) por O Ano da Morte de Ricardo Reis
Prêmio Dom Dinis por O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1986
Grande Prêmio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores O Evangelho Segundo Jesus Cristo, 1992
Prêmio Consagração SPA (Sociedade Portuguesa de Autores), 1995
Prêmio Camões, 1995

Itália
Prêmio Grinzane-Cavour por O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1987
Prêmio Internacional Ennio Flaiano por Levantado do Chão, 1992

Inglaterra
Prêmio do jornal The Independent por O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1993

Internacionais
Prêmio Internacional Literário Mondello (Palermo), pelo conjunto da obra, 1992
Prêmio Literário Brancatti (Zafferana/Sicília), pelo conjunto da obra, 1992
Prêmio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (APE), 1993
Prêmio Consagração SPA (Sociedade Portuguesa de Autores), 1995
Prêmio Nobel da Literatura, 1998

Fonte: Redação Terra

Postado por: Daniel Correa

quarta-feira, 16 de junho de 2010

O fundo do poço é no Egito

Tivesse sido contratado para escrever um livro-reportagem a respeito do Egito, o escritor Joca Reiners Terron teria feito um belíssimo trabalho. O grosso do seu recém-lançado Do Fundo do Poço Se Vê a Lua tem tudo para ser classificado como jornalismo literário, esse gênero que gosta de transformar o simples e objetivo em grande evento. Tudo certo, se Terron não tivesse que entregar um romance ou coisa que o valha. E aí sua caudalosa prosa desanda.


Do Fundo do Poço é mais um dos livros escritos a partir do projeto Amores Expressos, bancado em parte pela Companhia das Letras e que levou 17 autores para passar um mês em cidades do mundo com a promessa de voltarem com um história de amor ambientada nesses lugares. Daí já saíram obras que se passam em Lisboa (Estive em Lisboa e Lembrei de Você, de Luiz Ruffato), Buenos Aires (Cordilheira, de Daniel Galera) e São Petesburgo (O Filho da Mãe, de Bernardo Carvalho).

Terron foi para o Cairo, capital egípcia. E pela descrição pormenorizada que faz de cenários, pessoas, hábitos, histórias e lendas, a impressão não foi das melhores. É possível se imaginar castigado pelo vento incessante que enche todas as mucosas de areia enquanto taxistas, comerciantes e toda sorte de malandros de rua tentam, o tempo todo, te ludibriar de alguma forma.

Uma filial do inferno, não há dúvida, mas é para onde segue William, um dos protagonistas da trama. Ele está atrás do irmão gêmeo, Wilson, travesti desaparecido há vinte anos e com o qual nutre uma relação que se revelará mortal. Se revelará entre aspas, porque o leitor experimentado em tramas de mistério não terá dificuldade em entender o que está acontecendo logo nos primeiros capítulos e será capaz de desenhar um final que cumprirá sem muita margem de erro suas expectativas.

Com exceção das soluções criadas aparentemente no desespero, como personagens secundários que tornam-se pivôs de grandes reviravoltas, deixando o leitor se perguntando onde foi que ele deixou escapar alguma evidência. Mas não deixou, porque não existem evidências nesse caso. Ou a solução é óbvia ou ela surge como que por magia para resolver a questão.

O próprio Egito entra na história de maneira um tanto canhestra: Wilson é obcecado pela Cleópatra de Elizabeth Taylor desde a puberdade. Por isso, vai para o Cairo. Simples assim. Se ao invés do filme de Joseph Mankiewicz o rapaz tivesse saído do armário com a Liza Minnelli de Cabaret, a história se passaria em Berlim sem maiores problemas.

O que por outro lado não é um demérito, já que a intenção de Terron parece ter sido a de trabalhar a questão da identidade independente de lugar ou tempo. Só que não consegue competir com o belo livro-reportagem sobre o deserto.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Divulgação do Blog no Youtube

Bom dia galera, sexta-feira eu e meu amigo Marcos Ribas fomos até a Weird Store em Balneário Camboriú - SC (situada na rua 1300 próximo ao Bradesco - 0xx47 3264-4144 http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?origin=is&uid=7860301302192625523), para gravarmos o vídeo de divulgação do nosso blog.
No vídeo temos um pobre rapaz (Eu) tentando ler um livro, porém, uma série de ruídos impossibilita o garoto de realizar tal feito. Ao final do vídeo ele apela por grandes fones de ouvido e é claro, a leitura de nosso blog.
A princípio as cenas seriam gravadas em vários lugares, mas infelizmente a chuva nos impossibilitou.

Confiram o resultado dessa tragédia:



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Postado por Diego Zeferino (Twitter: http://twitter.com/zeferinodiego)